Observo o mar, como se ele me pudesse abraçar, sinto-o distante mesmo estando a milímetros dele. Aqui sentada, observo as ondas irem e virem como se quisessem atacar-me e levar-me, levanto-me e tento afastar-me mas ele puxa-me com uma força a qual eu não consigo resistir! Deixo-me ir, não sei para onde vou, simplesmente desisto pois não tenho possibilidades de vencer esta pequena batalhar da vida!
Para onde irei? Não sei, nem tenho certeza se chegarei a algum lugar viva. Se não chegar pelo menos sentirei que a vida me fez feliz por terminar junto de algo que eu sempre adorei e sem medos! O mar...Esta paixão que por ele tenho e que não me deixa afastar dele, não é homem, não é animal, mas tem, a meus olhos, características de homem e animal! Tanto sorri, como chora, tanto é brutesco, como carinhoso e calmo... Por todo isso amo-o e não sei passar muito tempo sem ele, e também por isso, me deixo levar por ele, sem medos e sem gritos...
Fecho os olhos e deixo-me abraçar por ele, como é bom sentir estes enormes braços envolver-me...
Vou sem saber o destino, mas que importa isso? Saber ou não o destino não muda nada, simplesmente deixo-me ir... Observo o que nunca pensei existe, encontro-me no fundo do mar, onde não existem apenas peixes nem corais, existe amor e muita luz, uma luz que quase me cega de tão pura e brilhante que é! Como é belo e perfeito...
Não quero que me leves daqui, não quero voltar ao meu mundo, deixa-me viver aqui para sempre ao teu lado... Quero para sempre viver este sonho em que me encontro, mas tu puxas-me de volta para a terra, para a realidade...
Estou novamente sentada naquela rocha a olhar-te e tu vens e vais, tal como me levaste e trouxe-te...
Oh mar porque não me deixas-te viver esse sonho? Acordei e não te vi nem te senti!
“Onde estás tu?”
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